eu estava convencido de que vivíamos numa sociedade sexualmente adulta, livre e despreconceituada. eu estava convencido até de que o moralismo era uma coisa do tempo das religiões monoteístas. até me convencia de que a Inquisição e a Polícia de Costumes tinham sido extintas. nada disso: acusa-se um homem de violação e pronto. queima-se. vai pró inferno. o resultado do processo é irrelevante. a coisa faz efeito por si mesma, a partir do momento em que é dita. hipócritas.domingo, 15 de maio de 2011
liberdade sexual?
eu estava convencido de que vivíamos numa sociedade sexualmente adulta, livre e despreconceituada. eu estava convencido até de que o moralismo era uma coisa do tempo das religiões monoteístas. até me convencia de que a Inquisição e a Polícia de Costumes tinham sido extintas. nada disso: acusa-se um homem de violação e pronto. queima-se. vai pró inferno. o resultado do processo é irrelevante. a coisa faz efeito por si mesma, a partir do momento em que é dita. hipócritas.quinta-feira, 24 de março de 2011
algumas reflexões sobre o simbolismo das pontes
a ponte é um dos símbolos mais difundidos no mundo. ela é a passagem da terra ao céu, do estado humano aos supra-humanos, da contingência à imortalidade, do mundo sensível ao supra-sensível. é um símbolo de passagem, uma passagem perigosa como toda a viagem iniciática. a ponte representa o que é representável também pela barca do inferno. assim, em algumas tradições fala-se da travessia da ponte que leva ao paraíso passando por cima do inferno. é uma ponte “mais fina que um cabelo e mais cortante que um sabre”, a ponte da espada, das tradições celtas. só os eleitos a atravessarão, com mais ou menos dificuldade, de acordo com a qualidade das ações que praticaram e a força da sua fé. alguns farão a travessia em cem anos, outros em mil, consoante a pureza das suas vidas. mas os que não tem merecimento serão precipitados no abismo.segundo a mitologia celta, um rei deitou-se atravessado no rio, de uma margem à outra, para que o exército pudesse passar por cima do seu corpo. porque, diz o aforismo, “aquele que é chefe que seja ponte”. este mito foi conservado aqui, na velha Galécia, na lenda da travessia do rio Lima pelo conquistador romano, o general Décimo Júnio Bruto, “O Galaico”. o nome do rio, “límia” na fala autóctone, era para os romanos percebido como o “limite”, algo que não podia ser transposto sem graves perigos. tal como na lenda grega do rio Letes, quem o atravessasse perderia a memória. perante a recusa dos soldados em transpor o rio, receosos de perderem a memória da sua vida, do seu passado e a sua identidade, Décimo Júnio Bruto passa para o lado de lá e chama pelo nome os seus soldados, um por um – provando, assim, que não só não tinha perdido a memória nem a identidade pessoal como subia de grau na afirmação da sua liderança.
todas as tradições, ocidentais e orientais, confirmam o simbolismo da ponte como lugar de passagem e de prova. um lugar mais propriamente de entrada do que de saída, já que a própria ponte é um universo simbólico em si mesmo, do qual se sai depois de superadas as provas que implica. aquele que entra não é o mesmo que sai, porque sai mudado, novo. por isso mesmo se diz “Ponte das Três Entradas” e não “ponte das três saídas”. a ponte representa a transição de um estado interior para outro, a saída entre dois desejos em conflito. é um passo decisivo. evitar a passagem não resolve nada, há que atravessá-la, com a liberdade de pensar que toda a superação implica. sem essa liberdade de pensar é impossível transpor a ponte que conduz da escravidão à liberdade, desta Babilónia terrestre onde somos estrangeiros à Jerusalém celeste de que aspiramos a ser cidadãos perfeitos.
na ponte há duas dimensões: a horizontal e a vertical. funciona como um “eixo do mundo”. a ponte de Chaves é um bom exemplo desse eixo do mundo: tem uma coluna onde consta o nome de todas as tribos galaicas por ela servidas e que para ela contribuíram com o trabalho dos seus filhos. ou seja, o mundo de que ela é o centro. esta dimensão vertical é reconhecida por todas as tradições antigas. a ponte une não só as duas margens do rio ou do abismo, mas também o céu e a terra. por isso, muitas pontes medievais, sobretudo românicas, tem um perfil em lombo de asno, de duplo pendente, formando um ângulo no seu arco médio. este desenho é propositado, pois que essa estrutura não só não é necessária, tendo em conta o caudal do rio que cruza, como ainda acrescenta problemas arquitetónicos “desnecessários” e complexos. a sua justificação não é, pois, de natureza prática, mas sim espiritual. se repararmos, também as pontes modernas investem muito na dimensão vertical, a dizer que, apesar de tudo, os mestres construtores continuam vivos.
em França, na Espanha e em Portugal são conhecidas as “pontes do diabo” e as suas lendas. são pontes construídas em lugares de extrema dificuldade, por cima de abismos aparentemente inacessíveis e intransponíveis, como a nossa ponte da Misarela. essas lendas põem em confronto os poderes de deus e do diabo e os seus respetivos seguidores. o diabo, o demiurgo, aquele que faz a partir da matéria pré-existente, o único capaz de erguer semelhantes estruturas no entendimento popular, exige o seu quinhão: o sacrifício do primeiro que a atravessar. estas lendas tentam explicar não só a própria construção dessas pontes materiais aparentemente impossíveis, como do ponto de vista simbólico indicam a angústia que suscita a passagem difícil sobre um lugar perigoso. a ponte coloca o homem numa via estreita, perante a qual ele se defronta com a obrigação de escolher. escolha que o pode perder mas também salvar. escolha que implica liberdade de pensar, disponibilidade para correr riscos.
do ponto de vista da psicologia, o simbolismo da ponte traduz a ligação do consciente ao inconsciente, as provas que cada um de nós tem que superar no processo de individuação e de autodesenvolvimento. a ponte não é um mero lugar de travessia, pois deve ser abordada através de ritos de passagem bem determinados. por isso, muitas pontes medievais são precedidas de capelas ou nichos, de alminhas, de uma torre, de uma porta ou de advertências que remetem a passagem física para o mundo do sagrado. muitas, ainda, sem que nada de prático o justifique, estão construídas em escada, tornando a passagem deliberadamente mais difícil e lenta, convidando à reflexão.
os imperadores romanos tinham o título de Sumo Pontífice, título que, a partir do século IV, passou a ser o dos papas. “Sumo Pontífice”, isto é, “o mais alto dos construtores de pontes”, aquele que liga este mundo e os outros, aquele que tem, pois, a mais alta função religiosa (de “re-ligar”).
hoje em dia, o aspeto utilitário da ponte dificulta o reconhecimento do seu caráter simbólico e sagrado. além disso, ela é um símbolo de construtores e, por isso, a sua elaboração mental e filosófica é de caráter esotérico, estando vedada aos que não tem qualificação para isso. as próprias pontes modernas, apesar do materialismo reinante, tenhem uma forte componente artística que vai para muito para além da sua estrita função utilitária.
quando só o aspeto utilitário permanece e se perde o seu simbolismo, a ponte torna-se um mero objeto, sem outro sentido nem função que a da própria estrada de que faz parte. deixa de merecer atenção, meditação e reverência. é simplesmente usada. mas ela conserva o seu duplo aspeto: benéfico e maléfico. por má construção ou por desleixo, pode cair fragorosamente, levando consigo as suas vítimas, os seus sacrificados.
pois bem: há as pontes-símbolo, que em si contêm verdades e saberes. há as pontes que por falta de simbolismo são símbolo de um mundo sem símbolos - um mundo onde sobejam as pontes aquáticas, terrestres e aéreas. mas há também as outras pontes. vivemos até num mundo onde essas pontes faltam: as pontes da fraternidade e do amor. as pontes que é urgente construir entre nós e nós, e entre nós e os outros. sob pena de vivermos entre abismos.
figura: ponte da Misarela.
in: www.serra-do-geres.com
quarta-feira, 21 de abril de 2010
as estranhas acusações à Igreja
nos últimos tempos multiplicam-se as acusações à Igreja e aos padres católicos. a onda, devidamente concertada, tem deixado a Igreja Católica ocupada e sem fôlego para se defender de tamanho caudal de evidências e acusações. por artes mágicas, os coelhos saíram todos ao mesmo tempo da cartola: de repente, como se se tratasse de uma doença que os atacou a todos, ser padre e "pedófilo" tornou-se quase sinónimo. ora isto, para mim que nem católico me posso chamar, faz-me confusão. em primeiro lugar, faz-me confusão que os padres não sejam acusados do "pecado" sexual que mais os carateriza: terem a sua amante e, quiçá, o seu "sobrinho" ou "afilhada", isto é, filhos. não, do que eles agora são acusados é de "pedofilia", pecado hediondo, inimaginável, sobretudo porque ninguém sabe muito bem o que isso é: vão para a cama com criancinhas, violam menores? não: têm atividades sexuais com jovens adolescentes ou até mais crescidinhos que isso. se é com rapazes, isso é homossexualidade, se com raparigas, bom, é ter relações sexuais com elas antes que elas completem a idade legal para terem relações sexuais sem tramar o parceiro.
mas a coisa tem implicações mais fundas. a coisa destroi a autoridade de uma das mais fortes defesas da sociedade pré-gay: a instituição católica. eles, os padres, são "pedófilos", pecadores sujos, nojentos, a fina flor do exército satânico. a partir de agora, que autoridade tem a Igreja Católica para se opor aos homossexuais, ao casamento deles, à adoção? enfim, a partir de agora, ser gay é melhor que ser padre, que ser pedófilo, que ser um nojo.
faz-me impressão que não acusem os padres do seu "pecado sexual" mais frequente: terem a sua amante, o seu "sobrinho", a sua "afilhada". muitos de nós até temos um padre progenitor na nossa árvore genealógica, mais ou menos para trás no tempo.
poderia dizer-se que esta campanha visa o direito dos padres ao casamento. mentira: esta campanha visa, simplesmente, acabar com a autoridade moral dos padres e da Igreja. porque, na vida real, os verdadeiros "pedófilos" são casados. também não se pretende apontar a homossexualidade de alguns padres, já que a acusação, claro, não é essa. é "pedofilia": a palavra mágica para acabar de vez com a autoridade moral do último reduto da moral com que tivemos até aqui: a Igreja Católica.
tempos difíceis nos esperam...
PS: evidentemente, não tenho nada contra os homossexuais. a vida deles é deles, de mais ninguém. não sofro dessa coisa a que certos círculos chamam "homofobia". mas ser homossexual e livre é uma coisa, ser gay militante é outra. a mesma coisa que ser mulher e livre ou ser feminista. ser homem e livre ou ser machista.
mas a coisa tem implicações mais fundas. a coisa destroi a autoridade de uma das mais fortes defesas da sociedade pré-gay: a instituição católica. eles, os padres, são "pedófilos", pecadores sujos, nojentos, a fina flor do exército satânico. a partir de agora, que autoridade tem a Igreja Católica para se opor aos homossexuais, ao casamento deles, à adoção? enfim, a partir de agora, ser gay é melhor que ser padre, que ser pedófilo, que ser um nojo.
faz-me impressão que não acusem os padres do seu "pecado sexual" mais frequente: terem a sua amante, o seu "sobrinho", a sua "afilhada". muitos de nós até temos um padre progenitor na nossa árvore genealógica, mais ou menos para trás no tempo.
poderia dizer-se que esta campanha visa o direito dos padres ao casamento. mentira: esta campanha visa, simplesmente, acabar com a autoridade moral dos padres e da Igreja. porque, na vida real, os verdadeiros "pedófilos" são casados. também não se pretende apontar a homossexualidade de alguns padres, já que a acusação, claro, não é essa. é "pedofilia": a palavra mágica para acabar de vez com a autoridade moral do último reduto da moral com que tivemos até aqui: a Igreja Católica.
tempos difíceis nos esperam...
PS: evidentemente, não tenho nada contra os homossexuais. a vida deles é deles, de mais ninguém. não sofro dessa coisa a que certos círculos chamam "homofobia". mas ser homossexual e livre é uma coisa, ser gay militante é outra. a mesma coisa que ser mulher e livre ou ser feminista. ser homem e livre ou ser machista.
sábado, 10 de abril de 2010
maus tempos para a Igreja Católica
não tenho a intenção absurda de ofender os católicos, entre os quais contei os meus próprios pais. quero apenas desabafar aqui a minha enorme deceção e ceticismo sobre o poder da Igreja Católica de nos elevar, hoje em dia, até às alturas da experiência mística ou, sequer, de nos alimentar qualquer réstia de sentimento religioso. a eleição de Bento XVI foi manifestamente um erro. e das duas uma: ou ela foi inspirada pelo Espírito Santo e temos então de reconhecer que o Espírito Santo errou, como qualquer outro espírito, ou a eleição foi obra de umas dezenas de cardeais e estes erraram. não se trata da pessoa de Joseph Ratzinger, uma personalidade intelectual acima de qualquer dúvida, um percurso de vida acima de qualquer paralelo. o problema é que a pessoa de Ratzinger tem sido alvo de enorme violência e má fé, por aquele tipo de escrutínio muito em voga, que se atém à letra das palavras sem olhar ao seu contexto. a primeira vulnerabilidade é Ratzinger ser alemão e velho, logo vulnerável à estúpida acusação de nazismo, como se os idiotas que o acusam tivessem, em igualdade de circunstâncias, professado um antinazismo congénito; a segunda é conotá-lo com a Santa Inquisição do Renascimento, como se a Congregação para a Doutrina da Fé, pelo facto de suceder à dita Santa Inquisição, fosse a mesma coisa que ela; a terceira, coisa também muito em voga, é arvorar um justicialismo absurdo e arrogante sobre a questão sexual dos padres, como se, em igualdade de circunstâncias, os justiceiros de agora tivessem tido outra atitude que não fosse a de uma sábia prudência e recato. isto sem falar do molho de bróculos e de mal entendidos que constitui aquilo a que se chama vulgarmente "pedofilia".
o Espírito Santo era obrigado a adivinhar estas coisas. e os cardeais, na falta Dele, eram obrigados a ter previsto este triste sinal dos tempos.
os críticos do Papa não falam assim para tornar o mundo mais justo nem mais moral, pelo contrário: criticam o Papa para tornar o mundo mais "liberal" e sem regras.
por agora, já só resta que a Igreja reconheça a sexualidade como uma dimensão dos padres, dos bispos, dos cardeais e do próprio Papa. uma sexualidade à luz da moral da própria Igreja, já se vê. não sei é se irá a tempo de travar a derrocada.
o Espírito Santo era obrigado a adivinhar estas coisas. e os cardeais, na falta Dele, eram obrigados a ter previsto este triste sinal dos tempos.
os críticos do Papa não falam assim para tornar o mundo mais justo nem mais moral, pelo contrário: criticam o Papa para tornar o mundo mais "liberal" e sem regras.
por agora, já só resta que a Igreja reconheça a sexualidade como uma dimensão dos padres, dos bispos, dos cardeais e do próprio Papa. uma sexualidade à luz da moral da própria Igreja, já se vê. não sei é se irá a tempo de travar a derrocada.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
o sagrado e o profano
por estas alturas do ano, tal como acontece no Natal, é costume ler e ouvir coisas a respeito do "sagrado" e do "profano", para separar o que é cristão católico romano daquilo que é pagão. o que diga respeito ao catolicismo tem a chancela de "sagrado", enquanto que o que diga respeito ao paganismo fica com o epíteto de "profano". não há maior disparate do que este. na verdade, o paganismo, sendo a reverência às forças, propriedades e mistérios da natureza mãe, é o domínio do sagrado por excelência. o profano é outra coisa. é o mundo do banal, do quotidiano sem nada de especial que se lhe diga. é a rotina, o lugar onde convivem o "tudo" e o "todos", onde nada tem um sentido para cá nem para lá do horizonte.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
a mulher de César.
o nível da política portuguesa desceu abruptamente de há uns anos para cá. tão abruptamente que começa a ser vomitivo deitar o canto do olho aos jornais diários, aos semanários, aos telejornais e ouvir os noticiários da rádio. cada dia que passa, novo escândalo ou novo pseudo-escândalo, novo polvo ou novo pseudo-polvo, nova tramoia ou nova pseudo-tramoia. os intervenientes são a fina flor da nossa política, da nossa justiça, da nossa finança, dos nossos negócios, da nossa elite. pode dizer-se, ou pode-se pensar, que a culpa é dos jornais, das rádios e das televisões, que já não vão lá sem escândalos, sem títulos de arromba, sem chamarizes que façam tirar-nos da modorra para os ler ou ouvir. e é verdade: a nossa imprensa nunca viveu tão mal que tivesse que ir, como vai agora, comer aos contentores do lixo. e há quem goste. mas a verdade é que a imprensa tem casos ou pseudo-casos porque os ocupantes dos lugares cimeiros não têm a reserva, o recato e a decência para evitarem conversas coloquiais, que nem por serem privadas deixam de ser o que são: impróprias para ocupantes daqueles lugares cimeiros.
a democracia deve ser o regime da igualdade de oportunidades, mas não pode ser o regime da banalidade instalada, da mediocridade, da tomada do poder por quem não tem merecimento nem categoria para o exercer. fala-se cada vez mais nos ordenados dos políticos e há sempre gente disposta a criticá-los e a diminuí-los. o dia a dia está a demonstrar que os verdadeiramente grandes e verdadeiramente capazes não estão para a maçada de ocupar lugares cimeiros a troco do que pagam a quem os exerce. o resultado está aí. as pessoas podem ser sérias, como a mulher de César. mas não têm a categoria necessária para o fazerem parecer.
a democracia deve ser o regime da igualdade de oportunidades, mas não pode ser o regime da banalidade instalada, da mediocridade, da tomada do poder por quem não tem merecimento nem categoria para o exercer. fala-se cada vez mais nos ordenados dos políticos e há sempre gente disposta a criticá-los e a diminuí-los. o dia a dia está a demonstrar que os verdadeiramente grandes e verdadeiramente capazes não estão para a maçada de ocupar lugares cimeiros a troco do que pagam a quem os exerce. o resultado está aí. as pessoas podem ser sérias, como a mulher de César. mas não têm a categoria necessária para o fazerem parecer.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
ortopornografia
chega a ser pornográfica a desfaçatez com que a ignorância em Portugal se opõe à nova norma ortográfica. os argumentos são os mais inacreditáveis, e, de tão afastados que estão da realidade a que se dirigem, chegam a ser incompreensíveis. quase todos se resumem a que o acordo ortográfico que a suporta nos obriga a falar de uma forma diferente e a pronunciar ou despronunciar palavras ou sons que nos são estranhos. noutro país, essa ignorância daria vontade de rir, desligar e botar fora. aqui não. a coisa é séria pelo que revela de ignorância, de chauvinismo, parolice, provincianismo e xenofobia. o acordo é mau porque, supostamente, seria obra de um país (estrangeiro, já se vê) para dominar os outros (a nós, claro). não sendo isso, é o interesse das grandes editoras estrangeiras. mas demonstrando que tem a ganhar mais as editoras nacionais que as estrangeiras, aqui d'el rei que somos uns reles negociantes interesseiros. o que conta é ser contra, as razões vem depois. a melhor que calhar em cada momento.
é claro que a ignorância não se fica por aqui. não sabem de que ano é a norma que defendem. e dão erros de escrita que deitam por terra qualquer defesa de qualquer norma ou falta dela.
é claro que a ignorância não se fica por aqui. não sabem de que ano é a norma que defendem. e dão erros de escrita que deitam por terra qualquer defesa de qualquer norma ou falta dela.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
